Terminei o Caminho de Santiago e os
meus pulmões ainda não perceberam muito bem o que é que se passou com eles
durante quase uma semana. Desfrutei da peregrinação ao máximo, é tão lindo fazer um percurso cuja maneira de chegar ao destino
é seguir setas e conchas, há um Q de poesia a envolver toda a experiência. O
Caminho é muito diversificado, anda-se por entre montanhas e florestas, atravessa-se pontes romanas, passa-se no meio de aldeias, caminha-se lado a lado com a linha
do comboio, encantador. Mas não são só as paisagens que fazem deste Caminho
aquilo que ele é, é impossível não destacar a simpatia dos galegos, claro que acho
que ser peregrino ajuda imenso, mas também acredito que eles sejam genuinamente
assim.
Fiquei em sítios lindíssimos e,
depois de deixar a minha tralha no albergue, aproveitei sempre para dar uma
voltinha pelas cidades, de todos os locais onde fiquei aquele que mais gostei foi
Padrón, a arquitetura é parecida com as restantes cidades mas aquele passeio cheio
de árvores junto ao rio, Paseo del Espolón, e a Puente de Santiago dão um pouco
de magia aquele lugar. Aconselho firmemente a quem fizer o Caminho de Santiago, que não
deixe de passar pelo café do Pepe, Cafeteria Don Pepe II, o espaço é muito giro
e ele é cá uma figura, eu tomei lá o pequeno-almoço e saí logo mais bem-disposta
para a minha caminhada rumo a Santiago.
A chegada a Santiago é qualquer
coisa, entrar na cidade, ver a Catedral tão perto mas tão longe, querer chegar
lá o mais rapidamente possível, entrar na zona histórica e finalmente a
Catedral. Objetivo cumprido! Outro sentimento fantástico é aquele que
participar na missa do peregrino nos transmite, é muito giro encontrar dentro da
Catedral pessoas que encontramos pelo meio do Caminho ou que nos fizeram
companhia nos albergues.
Nesta minha jornada encontrei duas grandes dificuldades: a maior, e que ninguém pode controlar, foi sem sombra de dúvida o tempo, chuva, chuva e mais chuva, o sol brilhou apenas no primeiro dia, e no último dia apenas a espaços, da próxima vez que fizer a caminhada tenho que pedir uma cunha a São Pedro. A outra dificuldade foi o equipamento que levei, uma mochila da escola, a mesma roupa e sapatilhas que uso no ginásio e um impermeável dos que sai nos brindes, deveria ter preparado o equipamento a contar com chuva e não o fiz. Mas, independentemente de tudo isso, valeu mesmo a pena.
Nesta minha jornada encontrei duas grandes dificuldades: a maior, e que ninguém pode controlar, foi sem sombra de dúvida o tempo, chuva, chuva e mais chuva, o sol brilhou apenas no primeiro dia, e no último dia apenas a espaços, da próxima vez que fizer a caminhada tenho que pedir uma cunha a São Pedro. A outra dificuldade foi o equipamento que levei, uma mochila da escola, a mesma roupa e sapatilhas que uso no ginásio e um impermeável dos que sai nos brindes, deveria ter preparado o equipamento a contar com chuva e não o fiz. Mas, independentemente de tudo isso, valeu mesmo a pena.
Tive que passar por cima desse pequenino tronco para prosseguir o Caminho, há uns tempos atrás, se quisesse tirar o curso de equilibrista, talvez conseguisse equivalência...
Singing in the rain, se eu tivesse vontade de cantar, é claro!!
Tentativa inglória de remediar os estragos do dilúvio que se abateu sobre a Galiza no meu segundo dia de Caminho.
A refeição decente de toda a viagem: uma maravilhosa parrillada de verduras gratinadas.
Já só faltam 5 km!
Na Catedral! Objetivo cumprido!
Vou ter que atualizar o meu currículo.
P.S. - Foi tão bom chegar a Portugal e assistir ao fenomenal Benfica 4 - Sporting 3!!
"O caminho faz-se caminhando."
António Machado
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